Apresentação

Criada em 5 de março de 2021, a Recria, Rede de Pesquisa em Comunicação, Infâncias e Adolescências, tem por objetivo promover a reflexão sobre as relações entre as infâncias, as adolescências e as mais diversas práticas midiáticas, como jornalismo, publicidade, cinema, entretenimento, redes sociais etc. A rede busca fomentar no Brasil, a partir do olhar da comunicação, e da mobilização de  saberes interdisciplinares, o campo científico que se volta aos modos como as crianças e os adolescentes são representados pela mídia, bem como aos usos que elas fazem dos diversos suportes e linguagens midiáticas, em diferentes vieses. Para isso, desenvolve três vertentes de atuação: a articulação entre pesquisadores, o estabelecimento de projetos de investigação e extensão conjuntos e a organização de eventos e de publicações. No percurso de tais processos, compreendemos ser também fundamental estabelecer um diálogo com pesquisadores estrangeiros, sobretudo ibero-americanos e de países africanos lusófonos.     

Os eixos de pesquisa da Recria são:

  • aspectos das construções sociais de infância e adolescência que se dão e se reforçam por meio dos discursos midiáticos e das práticas comunicacionais;
  • o protagonismo e a participação das crianças e dos adolescentes na elaboração das narrativas circulantes nas mídias e nas políticas públicas relacionadas à comunicação;
  • o consumo tecnológico e midiático dos mais jovens e as construções de sentido envolvidas nesse processo, em contexto convergente mas também de desigualdade social;
  • os processos de literacia midiática em práticas de educação formal e não formal;
  • o debate sobre a elaboração e implementação de legislações e políticas públicas que dizem respeito aos direitos sociais/digitais de crianças e adolescentes;
  • as metodologias de pesquisa que envolvam crianças e adolescentes, a partir dos desafios éticos e da inovação nos métodos, respeitando e promovendo o direito deles à participação.  

As metas de atuação da Rede, por sua vez, compreendem:

  • a busca por fomento de projetos de pesquisa, com representatividade regional ou nacional ou internacional, que envolvam, além de pesquisadores diversos, também alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado;
  • o incentivo à realização de estágio de pesquisa de investigadores, em diferentes níveis, nas instituições representadas na Recria;
  • o estabelecimento de parcerias com pesquisadores de outros países, sobretudo no contexto ibero-americano e da lusofonia africana, com a participação em investigações internacionais e o incentivo à realização de estágios de pesquisa em universidades do exterior;
  • a organização de eventos ou participação naqueles já existentes nas instituições às quais pertencem os pesquisadores-membros, com espaço para apresentação e debates de pesquisas desenvolvidas no país, em diferentes níveis, e que olham para as relações entre infâncias, adolescências e comunicação;
  • a organização de  publicações, como coletâneas e dossiês em periódicos, para divulgar os resultados do trabalho dos pesquisadores-membros;
  • o fomento de práticas de ensino e aprendizagem, envolvendo as infâncias e as adolescências em suas relações com as mídias, nas graduações e pós-graduações em comunicação e áreas interdisciplinares, por meio de palestras, seminários, aulas e cursos livres, disciplinas conjuntas e produção de materiais didáticos;
  • a ampliação e intensificação do debate sobre questões concernentes à relação das infâncias e adolescências brasileiras com a mídia, com vistas à formulação de políticas públicas e ao incremento da participação das crianças e adolescentes nesse processo;
  • o desenvolvimento de estratégias inovadoras para o intercâmbio de ideias entre os pesquisadores e demais atores sociais um público mais amplo, para além do acadêmico, com destaque para profissionais da comunicação e professores e estudantes da educação básica;
  • a realização de atividades de extensão e de inserção social relacionadas tanto às práticas de produção e consumo midiáticos voltadas para as crianças e adolescentes, e/ou por eles realizadas, quanto às políticas públicas concernentes às infâncias e adolescências, todas reunidas em um laboratório de práticas de pesquisa e intervenção.